quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Professor do Curso de Contábeis é aprovado em processo seletivo de Doutorado


Reiner Alves Botinha, professor do Curso de Ciências Contábeis da FUCAMP, foi aprovado no processo seletivo de Doutorado em Ciências Contábeis pela Universidade Federal de Uberlândia-UFU.
Essa é a primeira turma de doutorado na área de contabilidade no Estado de Minas Gerais.
Neste sentido, Reiner vai desenvolver sua tese de Doutorado seguindo a linha de pesquisa Contabilidade Financeira.
O curso de Ciências Contábeis apoia e incentiva a contínua formação docente e muito se orgulha de ter professores altamente qualificados.
Parabéns professor Reiner por esta conquista!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Emprego na crise: veja 13 profissões que estarão em alta em 2016

Empresas buscam profissionais que resolvam problemas e reduzam custos.
Especialistas não esperam aumento de oportunidades ou de salários.



O ano de 2015 não foi fácil para quem estava atrás de um emprego. Com a crise econômica, algumas empresas buscaram equilibrar as contas cortando despesas e até mesmo funcionários. Até novembro do ano passado, 945,363 postos com carteira assinada foram fechados, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Com um cenário tão difícil, o que os profissionais podem esperar o ano que começa agora? Segundo especialistas ouvidos pelo G1, as empresas estarão ainda mais exigentes na hora de contratar, já que o orçamento enxuto exige trabalhadores que realmente resolvam problemas, reduzam custos e tragam bons resultados.
"Para 2016, a tendência é de que as empresas sigam os ajustes e sejam cada vez mais exigentes nas contratações. Não haverá um movimento significativo de expansão de posições e os salários tendem a ficar estáticos", afirma Fernando Mantovani, diretor de operações da Robert Half no Brasil.
Segundo Henrique Bessa, diretor da Michael Page, as empresas vão priorizar profissionais que consigam agregar valor e eficiência ao negócio. "Quem entender este momento e se colocar à disposição para absorver uma nova função ou dar apoio em mais de uma área, pode se destacar facilmente dentro da companhia". O perfil inovador e a capacidade de obter resultados em situações adversas serão características ainda mais valorizadas em 2016.
"Com um cenário econômico mais retraído, as palavras de ordem são resultado e produtividade. Os profissionais precisam oferecer mais produtividade, sem deixar de lado a qualidade. As áreas de tecnologia, compliance e financeira são as que devem gerar maior demanda pela busca de alternativas para driblar a crise", diz Paulo Dias, diretor de recrutamento da Stato, consultoria especializada em recrutamento e transição de executivos.
Veja 13 profissões que estarão em alta em 2016, segundo especialistas:
1) Gerente/ coordenador de infraestrutura
Perfil: 
Profissional com formação em sistemas ou ciências da informação. É responsável pela gestão de infraestrutura de TI – telecomunicações, suporte e data center.
Por que estará em alta: Infraestrutura de TI afeta diretamente a eficiência operacional da empresa, além de trazer reduções de custos. Eficiência e custos são os dois dos principais objetivos das companhias.

2) Gerente/ coordenador de plataformas mobile e web
Perfil:
 Para web é necessário ter conhecimento no desenvolvimento em Java, Groovy, DevOps. Para mobile, conhecimentos IOS e Android. Lidera equipe de desenvolvedores de aplicativos, ferramentas web, visa aproximar o usuário da marca/empresa.
Por que estará em alta: Existe uma tendência na maioria dos setores da economia (incluindo financeiro, varejo, bens consumo, entre outros) da migração do ponto de venda e do relacionamento com clientes para plataformas on-line e de e-commerce.

3) Gerente tributário
Perfil: 
Formação em contábeis ou direito com especializações em direito tributário e bom domínio de inglês. Tem o papel de garantir que a empresa esteja em dia com as obrigações fiscais. Busca reduzir a carga tributária e aumentar a eficiência do negócio.
Por que estará em alta: Com a possibilidade de aumento de impostos, somado as frequentes alterações na legislação brasileira e novos projetos em fase de implementação (ex: e-Social), a área deve continuar no radar das empresas.

4) Controller
Perfil: 
Formação em ciências contábeis, administração ou economia. Acompanha a operação da empresa sob o ponto de vista financeiro, cria relatórios e indicadores, além de liderar os relatórios dos números para a matriz e/ou acionistas.
Por que estará em alta: O cenário incerto da economia demandará maior precisão de informações e fará com que as matrizes (ou acionistas) fiquem mais próximas às operações em no país.

5) Gerente de tesouraria com foco em operações estruturadas
Perfil:
 Formação em ciências contábeis, administração, economia ou engenharia, com MBA em finanças corporativas ou investments. Responsável pela gestão e controle da estrutura de capital das empresas. Possui ampla bagagem de relacionamento bancário de médio/longo prazo, e de projeção e controle do fluxo de caixa das organizações.
Por que estará em alta: É um profissional que poderá baratear o “custo de captação”, melhorar o nível de relacionamento bancário, trazer operações mais engenhosas. Com o novo cenário de câmbio poderá proteger a organização de exposições indevidas, além de poder facilitar ou melhorar negócios em âmbito internacional.

6) Head do departamento jurídico
Perfil:
 Profissional generalista, com foco em consultivo. Perfil de liderança para exercer boa gestão de sua equipe. É o responsável por toda e qualquer demanda jurídica da empresa. Atua tanto no consultivo como na gestão do contencioso, em todas as frentes. Será responsável também pelo orçamento da área e gestão de equipe.
Por que estará em alta: No cenário atual, as empresas têm cortado os custos e pessoal. Com isso, profissionais em cargos executivos com alto custo, além de profissionais muito especializados, tem sido substituídos, dando espaço para profissionais com menos experiência, com menor custo, e mais generalistas, concentrando todas as demandas em um único profissional.

7) Gerente de contencioso de volume
Perfil:
 Profissional deve ter perfil híbrido para conciliar técnica com habilidade administrativo-financeira para gerir um grande volume de processos. Faz a gestão da contingência processual, analisando e administrando os riscos de cada carteira, traça estratégias para melhor rentabilidade e também faz gestão de equipes.
Por que estará em alta: Com a atual conjuntura político-econômica, o volume de processos aumentou. O foco está na área cível, ações de recuperação de créditos e indenizatórias; também a área trabalhista será bastante demanda, em vista do alto volume de demissões/rescisões que ocorreram neste último ano.

8) Advogado sênior/ gerente na área de M&A (mergers e aquisitions, em português: fusões e aquisições)
Perfil:
 Habilidade técnica e experiência em execução de fusões. É responsável pela elaboração desde atos societários, que compõem as operações de M&A.
Por que estará em alta: A tendência é de que investidores estrangeiros façam aquisições de empresas nacionais que estão desvalorizadas. Assim, a expectativa do profissional desta área deve ser positiva tendo em vista o alto volume de M&A esperado.

9) Gerente de inteligência de mercado
Perfil:
 Profissional analítico, com grande capacidade de raciocínio lógico, atualizado em relação a tendências, inovações e práticas do mercado. Gerencia as atividades de inteligência de mercado, envolvendo análise de dados sobre concorrência, consumidores, tendências e cenários, para definir políticas e processos.
Por que estará em alta: As empresas têm uma demanda cada vez maior por profissionais sêniores para valorizar a área de business inteligence, avaliando as mudanças dos hábitos dos consumidores e os impactos financeiros. Áreas como inteligência de mercado e customer insight devem crescer em 2016.


10)  Gerente de marketing digital
Perfil:
 Profissionais com conhecimento em usabilidade e experiência do usuário e compra de mídia online. Realiza a gestão da estratégia digital, atua com prospecção de leads e vendas, faz análise de mercados e tendências além do suporte consultivo gerencial, identifica as novas oportunidades de produtos, serviços, informações e soluções através do digital.
Por que estará em alta: O digital ganhou bastante espaço no mercado, o profissional de marketing com conhecimento em online se destaca por conhecer os processos e ferramentas para esse tipo de público.

11) Gerente de logística
Perfil:
 Formação em engenharia de produção com especialização em logística. O profissional controla, organiza e garante a integridade do estoque, faz a gestão de toda a equipe operacional, contrata serviço de manutenção e operação.
Por que estará em alta: Em momento de reestruturações nas empresas, a área de logística ganha destaque por ter um grande custo concentrado nela. Ter o profissional correto liderando esse departamento, traz para empresas redução de custos e garantia de qualidade em todos os elos da cadeia logística.

12) Desenvolvedor de aplicativos para smartphones
Perfil: Profissional apaixonado por tecnologia, com cursos na área e conhecedor da linguagem de programação em diversas plataformas. Ele é responsável por traduzir uma ideia em um aplicativo amigável e convidativo para o público em geral.
Por que estará em alta: O mercado tem buscado alternativas diante da crise e muitas soluções criativas vêm de startups e aplicativos que visam diminuir custos, encurtar distâncias, compartilhar produtos e conhecimentos. As empresas que já perceberam isso vão necessitar desses profissionais para operacionalizarem suas estratégias.

13) Analista/ gerente de crédito e risco
Perfil: Profissional responsável por analisar a saúde financeira de uma empresa a fim de conceder um crédito direto para financiamento de algum investimento ou ainda para entender se essa possível empresa cliente será uma boa pagadora. Formação em administração, economia, contabilidade ou direito com facilidade para lidar com números e contratos.
Por que estará em alta: A maioria das empresas enfrenta dificuldades financeira e necessitam de crédito para sair dessa situação. Por outro lado, ninguém quer ter risco desnecessário e é exatamente esse profissional que pode contribuir com análises mais aprofundadas e evitar que uma empresa conceda crédito a quem não tem condições de arcar com as dívidas.

Mudanças na carreira
Pesquisa da Robert Half mostrou que 87% dos profissionais pensam em procurar um novo emprego em 2016. Os profissionais também estão mais confiantes em relações às próprias perspectivas de emprego (89%) em comparação com o último ano. A busca por um trabalho novo nos próximos meses é muito provável para 49% e um pouco provável para 38%.
Para os profissionais que miram uma nova oportunidade, o principal critério para aceitar uma proposta é o crescimento na carreira (60%), seguido por salário superior (54%), melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional/ flexibilidade de horário ou home office (43%), localização (38%), ambiente de trabalho (34%), reputação da empresa (30%), setor/ indústria (23%), e melhores bônus e benefícios (18%).

Fonte: G1

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

CLT: O que é o FGTS e como deveria ser sua correção?


O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) é foco de intenso debate atualmente, pois muitos brasileiros tiveram os valores de reajuste desse dinheiro calculado errado. Mas, o que é o FGTS e quem tem o direito de receber esse valor e pode ter sido prejudicado. O presidente da G. Carvalho Sociedade de Advogados, Guilherme de Carvalho, respondeu algumas dúvidas sobre o tema:
Entenda o que é o FGTS
O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço foi criado como forma de proteger o trabalhador e possibilitar-lhe a formação de um patrimônio. Assim, todos os trabalhadores regidos pela CLT que firmaram contrato de trabalho desde 1988, possuem esse direito. Anteriormente ao período, o FGTS era facultativo. Também têm direito ao FGTS os trabalhadores rurais, os temporários, os avulsos, os safreiros (operários rurais, que trabalham apenas no período de colheita) e os atletas profissionais (jogadores de futebol, vôlei, etc.). É importante frisar que o FGTS não é descontado do salário, sendo uma obrigação do empregador, que faz o depósito na conta vinculada ao FGTS do trabalhador. O depósito pode ser feito até o dia 7 de cada mês. O depósito equivale a 8% do valor do salário pago ou devido ao trabalhador, cujo contrato é regido pela CLT. No caso de contratos de menores aprendizes, o percentual é de 2%.
O que ele visa proteger
O FGTS tem como objetivo proteger o trabalhador das adversidades de uma dispensa do empregador sem justa causa, servindo os valores lá depositados para que tenha segurança financeira para se reestruturar e retornar ao mercado de trabalho.
De onde vêm os valores depositados na conta de FGTS
Como dito fundo é constituído mediante depósitos do empregador em nome do empregado em uma conta vinculada junto à Caixa econômica federal, que não pode ser movimentada pelo trabalhador, a não ser em situações previstas na legislação, tais como: dispensa sem justa causa, concessão de aposentadoria, doenças graves, compra da casa própria, etc…
O saldo do FGTS deve ser corrigido mensalmente da maneira adequada conforme manda a lei
Como os depósitos da conta do fundo de garantia não podem ser movimentados pelo trabalhador, a lei determina que todos os valores lá depositados devem ser corrigidos monetariamente e sofrer a incidência de juros todo mês. É aí que foi identificado um problema de nível nacional. Todos os depósitos, todos os valores de FGTS no Brasil, sem nenhuma exceção, não estão sendo corrigidos conforme determina a lei e tem gerado prejuízos astronômicos nas contas fundiárias dos trabalhados de 1999 pra cá!
Como a Lei determina que seja feita a correção da conta de FGTS
O índice de correção monetária determinado pela legislação para corrigir o fundo de garantia é a Taxa Referencial, a TR. Ocorre que desde 1999 a TR vem sofrendo considerável redução, ao passo que não mais acompanha os reais índices inflacionários, não servindo, portanto, como índice apto a recuperar a perda do capital que ficou vinculado na conta da Caixa Econômica Federal.

Fonte: Jornal Contábil

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Publicações On-line

COMUNICADO
Prezados Contabilistas,
O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) informa que, a partir de agora, os livros editados estarão disponíveis somente para download. A prática vem ao encontro da preocupação do Conselho Federal em adotar sistemáticas ligadas à responsabilidade socioambiental. Contamos com a compreensão de todos.  
As publicações listadas, abaixo, constituem-se de conteúdos referentes à data de suas publicações. Portanto, algumas resoluções, portarias ou outros documentos citados em suas páginas podem ter sido modificados, após sua impressão e distribuição. Para atualizar-se, consulte a legislação vigente por meio do sistema de busca, disponível na seção Legislação, deste site.
As publicações abaixo encontram-se esgotadas nos estoques do CFC.

Para baixar os livros clique AQUI

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

O alto índice de reprovação no Exame de Suficiência demonstra o aumento no grau de dificuldade da Prova do CFC

Durante a confecção do Gabarito Preliminar Extra-Oficial percebemos que o Exame 2015.2 tinha sido um dos mais difíceis. E as estatísticas estão aí para demonstrar isso: o índice de aprovação geral foi de menos de 14% . O que significa que este foi o exame mais difícil da história, ficando atrás apenas da edição 2012.2 (índice de aprovação de 26,1%).
Os dados comprovam o que venho dizendo desde as últimas quatro provas: o Exame está ficando cada vez mais difícil. Infelizmente, 85% dos candidatos terão que refazer a prova em abril.
O custo da reprovação é altíssimo! Não são apenas R$ 100,00 da taxa do exame. O candidato que não  conseguiu ser aprovado também estará perdendo oportunidades. exame do crcSerão mais 6 meses até a próxima prova, 6 meses sem o registro do CRC, 6 meses sem poder assinar e sem poder ser nomeado na maioria dos concursos públicos. (A maioria dos concursos públicos exige registro no Conselho de Classe como requisito obrigatório para a posse).
Então, o que fazer?
Não adianta começar a estudar um ou dois meses antes da prova do CFC. O candidato tem que dedicar mais tempo aos estudos. O importante agora é iniciar um planejamento sério para o Exame de Suficiência 2016.
Também não adianta ficar parado profissionalmente. Enquanto estuda para o CFC 2016.1, o bacharel em Contábeis pode também realizar cursos técnicos da área e se especializar em uma área contábil. É perfeitamente viável o candidato estudar para o Exame de Suficiência ( e ser aprovado!) e, concomitantemente, realizar uma especialização.
Caso deseje prestar concursos públicos, o aluno que ainda não foi aprovado, pode realizar um estudo direcionado para concursos da área fiscal e, nos 2 meses que antecede a prova do Exame de Suficiência, realizar um direcionamento específico. Enfim, só depende de você preencher o seu tempo com atividades que sejam úteis.
Caso a sua base de contabilidade e das matérias cobradas no Exame estejam muito ruins, recomendo o nosso curso mais completo (clique aqui). Caso precise de um curso mais prático, focado na resolução das questões, temos o nosso curso de resolucão de questões.
Faça o seu cronograma de estudos e prepare o seu material. Com dedicação e disciplina, tenho certeza que você conseguirá a aprovação.
“Se estiver disposto a aceitar o fracasso e aprender com ele, se estiver disposto a considerar o fracasso uma benção disfarçada e recuperar-se dele, você tem potencial para dominar uma das fontes mais potentes do sucesso.”– Joseph Sugarman
Fonte: Suficiência Contábil

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Quer empreender e não sabe por onde começar?



A Endeavor e o SEBRAE oferecem uma oportunidade única para você, universitário. O Bota Pra Fazer é um curso prático para ajudar você a tirar suas ideias do papel e "Botar pra fazer"! E o melhor de tudo, ele é totalmente por nossa conta.

No curso "Bota Pra Fazer" você vai aprender:

1. Auto-conhecimento - Explore o seu perfil empreendedor; 
2. Descoberta - Identifique oportunidades e defina o seu diferencial;
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Fonte: Sebrae

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Contabilidade de Custos – Veja o Que é e Como Utilizá-la


Quer melhorar a parte financeira do seu negócio? Veja o que a contabilidade de custos pode fazer por você!
A sua empresa se preocupa em mensurar os custos que são necessários para viabilizar as suas atividades? Pois saiba que esta deve ser uma das primeiras medidas adotadas pelas empresas que pretendem ser bem sucedidas. Afinal de contas, um empreendimento não pode gastar mais produzindo do que lucrando, esse seria o primeiro passo para a desorganização e uma série de problemas, os quais poderiam, inclusive, causar a falência da empresa.
Para controlar os gastos operacionais de uma empresa é necessário aplicar a contabilidade de custos, que é uma das áreas da contabilidade, a qual tem o objetivo de levantar informações sobre a quantidade de dinheiro e mão de obra que é consumido para que seja possível desenvolver e comercializar os seus produtos ou serviços.
Caso você esteja com dificuldades de administrar a sua empresa em razão dos altos custos, uma boa dica é ler nosso texto sobre como reduzir os custos de uma empresa, poderá ajudar muito!
Todo empreendedor ou administrador experiente sabe a importância de gerenciar os custos corretamente, focando sempre no melhor custo x benefício para sua empresa. Porém, devido a dificuldade de conseguir fazer com que um negócio “alavanque”, torna-se imprescindível aprender desde cedo a contabilidade de custos, assim a probabilidade de sucesso é maior.
A contabilidade de custos consiste no estudo de todos os setores da empresa, sendo preciso ter o máximo de cuidado e atenção para chegar a resultados precisos e confiáveis. Para você que é gestor financeiro, reunimos uma série de informações imperdíveis sobre como fazer a contabilidade de custos para otimizar a sua empresa. Confira abaixo:

O que é contabilidade de custos?

A contabilidade de custos nada mais é do que um ramo da contabilidade, que tem como função gerir os gastos das atividades realizadas em todas as áreas de uma empresa, visando controlar os recursos financeiros e humanos que são empregados para que os produtos sejam confeccionados e levados até o consumidor final.
É importante compreender que a contabilidade de custos é composta por métodos, os quais ajudam a tornar este processo mais prático e organizado. Além disso, não há apenas o levantamento das informações dos gastos realizados, mas também a classificação e análise para a tomada de decisões e elaboração de novos planejamentos.
Também, devemos frisar que quando você conseguir integrar a contabilidade de custos na sua empresa, conseguirá identificar exatamente o que seu negócio precisa, no tocante a parte financeira, seja redução de custos, aumento de receita, enfim, tudo!

Por que fazer contabilidade de custos?

Você está suspeitando que os gastos da sua empresa estão muito altos, não estão refletindo no lucro mensal? O uso da contabilidade de custos pode ser a solução dos seus problemas, uma vez que a partir dela todos os dados financeiros de cada setor da empresa serão levantados, sendo possível analisar com exatidão no que o seu dinheiro está sendo gasto e o que está trazendo de retorno.
Outra dica é mesclar com a utilização de planilha de gastos, afinal, você já estará levantando as informações, o que, via de regra, é o que toma a maior quantidade de tempo, então, porque não se organizar de uma vez por todas e começar a ter na “ponta do lápis” as contas da empresa?
A partir dos resultados obtidos com a contabilidade de custos, a empresa poderá analisar se está ocorrendo desperdiço de capital em um determinado setor ou a necessidade de aumentar o investimento para otimizar a execução das atividades.
Um dos benefícios mais importantes da prática desta área da contabilidade é a disponibilização de dados, que ajuda o gestor na hora de decidir ao fazer mudanças ou iniciar planejamentos e projetos.

Como fazer contabilidade de custos?

Se você é gestor, provavelmente já sabe que quando se trata de gastos operacionais as coisas não são tão simples, então, por óbvio que não é diferente com o processo de levantamento dos dados, devido ao fato de ser bastante metódico. Porém, não é nada impossível de se aplicar, basta tirar um tempo e fazer com calma. Por isso, acompanhe abaixo como fazer a contabilidade de custos:

1 – Faça um levantamento de todas as atividades executadas pela empresa

Para que você possa mensurar o quanto está gastando com cada atividade, é de fundamental importância saber quais são as atividades. Portanto, o seu primeiro passo é fazer um levantamento de todas as tarefas executadas pela empresa, em todos os setores que demandem certa quantia em dinheiro e recursos de mão de obra.
Este procedimento é um dos mais importantes da contabilidade de custos, pois é ele que irá nortear as demais etapas, logo, levante as informações cautelosamente e certifique-se de que não está se esquecendo de nenhuma, mesmo aquelas que aparentemente têm baixíssimos custos para o caixa da empresa, do contrário acontecerá um furo no resultado final.

2 – Estude os gastos das atividades do seu negócio

Agora chegou o momento de saber quais são os custos reais de cada operação da empresa. Para que os resultados sejam mais precisos, recomenda-se reunir notas fiscais, recibos e demais contratos que auxiliem a relembrar as quantias gastas, mas claro, o foco deve ser o lançamento de TODOS os valores, não apenas os que podem ser encontrados em documentos, assim o cálculo será mais preciso.
Para tornar este procedimento mais organizado, o ideal é separar os gastos por setor e elencar as atividades porvalor crescente, ou seja, começar a lista pelas mais baratas e terminar com as mais caras. Além disso, também é indicado colocar a data de vencimento dos custos, o que possibilita saber o quanto sai do seu caixa e quando.
Neste estágio, também é uma boa ideia começar os planejamentos estratégicos, tanto de lançamentos de novos produtos quanto de organização financeira.

3 – Analise os custos diretos e indiretos

Para otimizar a sua análise é recomendado separar os custos entre diretos e indiretos, que estão relacionados com os gastos para fabricar o produto e a pós-fabricação.
Os custos diretos dizem respeitos a todos os custos para que a mercadoria seja confeccionada como, por exemplo, a compra da matéria-prima, produção e pagamento dos funcionários.
Já os custos indiretos são aqueles que surgem ao “redor” do produto pronto, como é o caso do gasto com transporte, com a apresentação aos clientes, entre outras coisas que dependem do tipo de mercadoria ou serviço que a empresa oferece. Para interpretar melhor estes dados, faça uma lista para os custos diretos e outra para os indiretos.

O que fazer com os dados da contabilidade de custos?

Você fez o levantamento de todos os gastos operacionais da empresa, mas e agora, o que fazer com eles? Esta etapa é a menos trabalhosa, uma vez que as informações já foram colhidas, mas é necessário analisá-las com cautela para não cometer erros. Veja abaixo como proceder:

1 – Analise se os custos estão em consonância com a realidade da empresa

Uma das missões da contabilidade de custos é identificar se os gastos da empresa estão em consonância com a sua realidade, ou seja, com o seu posicionamento no mercado e margem de lucratividade. Sendo assim, é necessário verificar se estão ocorrendo custos muito altos ou baixos, se eles estão refletindo de maneira positiva ou negativa no orçamento e nos lucros mensais.
A parte de analise pode ser mais “fácil”, porém, exigirá de você certo “tino” para a coisa. O que queremos dizer com isso é que, pessoas com um bom grau de capacidade de analise negocial terão facilidade, mas quem não está acostumado a ver “adiante” no seu negócio, possivelmente enfrentará um pouco de dificuldade, talvez até mesmo necessidade de pedir auxílio de alguém.
Veja um pouco sobre o funcionamento do gerenciamento de projetos, será importante para você.

2 – Consulte os dados da contabilidade de custos para se planejar

A sua empresa quer lançar um novo produto no mercado? Mas será que isso é possível? Para obter essa resposta, o indicado é fazer uma consulta dos dados da contabilidade de custos, o que lhe permite avaliar o status financeiro da empresa.
Ao analisar as informações da contabilidade de custos é possível verificar se o novo investimento irá impactar de maneira positiva ou negativa sobre o orçamento da empresa. Além disso, a execução dos planejamentos tornam-se mais assertivas, uma vez que o gestor saberá o quanto dos recursos em caixa pode gastar, evitando que o projeto seja interrompido antes de ser concluído e gere inúmeros transtornos. 

Fonte: Jornal Contábil