quarta-feira, 11 de março de 2015

Governo edita MP com novo reajuste da tabela do Imposto de Renda

Deverão ficar isentos os contribuintes que ganham até R$ 1.903,98.
Medida irá afetar o IR declarado pelos contribuintes em 2016.


O governo publicou no "Diário Oficial da União" desta quarta-feira (11) a Medida Provisória que prevê um reajuste escalonado da tabela do Imposto de Renda.
Com o novo modelo, que tem correções diferentes para cada faixa de renda, deverão ficar isentos os contribuintes que ganham até R$ 1.903,98 – o equivalente a 11,49 milhões de pessoas. 
O reajuste de 6,5% na tabela valerá apenas para as duas primeiras faixas de renda (limite de isenção e a segunda faixa). Na terceira faixa de renda, o reajuste proposto será de 5,5%. Na quarta e na quinta faixas de renda – para quem recebe salários maiores – a tabela do IR será reajustada, respectivamente, em 5% e 4,5%, pelo novo modelo.
VEJA A NOVA TABELA DO IMPOSTO DE RENDA
Base de cálculo (em R$) – renda mensal
Alíquota do imposto
(em %)
Parcela a deduzir do IR (R$)
Até 1.903,98
isento
--
De 1.903,99 até 2.826,65
7,5
142,80
De 2.826,66 até 3.751,05
15
354,80
De 3.751,06 até 4.664,68
22,5
636,13
Acima de 4.664,68
27,5
869,36
Fonte: Diário Oficial da União
Se a tabela fosse corrigida em 4,5% para todos os contribuintes, que era a proposta inicial do governo, quem ganhasse até R$ 1.868,22 neste ano não teria de prestar contas. Com o valor de R$ 1.903,98, a faixa de isentos é maior.
A MP entra em vigor em abril e vale para o ano-calendário de 2015, ou seja, irá afetar o Imposto de Renda declarado pelos contribuintes em 2016.

Deduções
Segundo a Receita Federal, o valor para dedução com dependentes, por exemplo, passará de R$ 2.156,52 relativo ao ano-base 2014 (declaração do IR 2015) para R$ 2.275,08 neste ano (declaração do IR 2016). Já o valor para dedução com Educação, por sua vez, subirá de R$ 3.375,83 no ano-calendário 2014 (declaração de IR 2015) para R$ 3.561,50 neste ano – declaração do IR 2016.

Negociações com o Congresso
A Medida Provisória precisa ser aprovada posteriormente pelo Legislativo. A decisão também pode abrir caminho para a votação do orçamento federal deste ano. Isso porque os parlamentares se reunirão nesta quarta-feira (11) para analisar a peça orçamentária.
"Amanhã [quarta-feira] vamos apreciar os vetos. O propósito nosso, destrancando a pauta, é votar em seguida o orçamento", disse na terça-feira (10) o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL).
"E eu considero um avanço na relação institucional o governo editar uma MP produto da negociação com o Congresso, resolvendo definitivamente essa questão do Imposto de Renda. O papel da oposição nós compreendemos. Foi muito importante a presença da oposição na reunião. A oposição pediu para que o ajuste fosse tratado de uma forma geral, e não fatiado, discutindo temas como o Imposto de Renda."
Na terça-feira, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, informou que o governo havia cedido e concordado com um reajuste de 6,5% na tabela do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) deste ano para as faixas de renda menores, ou seja, para quem ganha menos. A proposta foi feita por parlamentares.
Após a segunda reunião no Congresso, encerrada na noite desta terça, Levy declarou a jornalistas: "O importante é que houve uma construção com o Congresso, dentro da capacidade fiscal do país. No momento de ajuste fiscal". Para ele, o valor acordado é "suportável". "O impacto excede R$ 6 bilhões [na renúncia fiscal]. A gente está fazendo a última conta. Aproximadamente 16 milhões [de contribuintes] vão ser beneficiados pela correção de 6,5%."
O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), disse que "a reunião não contou com o apoio da oposição, que não aceita o aumento de impostos. As pessoas vão pagar mais impostos".
"O compromisso do PSDB é com o reajuste da tabela pela inflação. E a inflação hoje é maior do que os 6,5%. Já está chegando quase a 8%. O que houve foi apenas um arremedo de proposta que na prática representa aumento de carga tributária. O governo não tem a humildade de reconhecer os seus erros e apontar os caminhos que levarão o Brasil ao desenvolvimento", completou Cunha Lima.

Veto anterior
O Senado havia aprovado no dia 17 de dezembro de 2014 a Medida Provisória 656, com a inclusão de uma emenda que previa reajuste de 6,5% na tabela do Imposto de Renda.  A aprovação ocorreu horas após o texto ser chancelado pela Câmara.
A matéria seguiu para sanção da Presidência da República. No dia 20 de janeiro, a presidente Dilma Rousseff vetou o trecho na MP que corrigia a tabela do IR de pessoas físicas. A ideia inicial do governo era de propor um reajuste menor para a tabela do Imposto de Renda em 2015, de 4,5%, a exemplo do que foi feito nos últimos ano. Na justificativa, a presidente escreveu que a medida traria renúncia fiscal, ou seja, menos pessoas pagariam o imposto, sem indicação de meios para compensação.

Renúncia fiscal
Um reajuste maior na tabela do IRPF implica em uma renúncia fiscal maior para o governo, ou seja, menos recursos nos cofres públicos. O Executivo busca neste ano atingir uma meta de superávit primário (economia para pagar juros da dívida pública) de 1,2% do PIB, ou R$ 66,3 bilhões, para todo o setor público.
A correção da tabela do IR em 4,5% neste ano, proposta original do governo, resultaria em uma renúncia fiscal de R$ 5 bilhões, segundo informações da Fazenda. O reajuste para toda a tabela de 6,5% implicaria em perdas de R$ 7 bilhões em 2015. Segundo Levy, o novo formato de reajuste da tabela do IR implica em uma renúncia fiscal pouco acima de R$ 6 bilhões.
Nos últimos meses, para reequilibrar as contas públicas, que tiveram o pior resultado da história em 2014, com déficit primário inédito, o governo subiu tributos sobre combustíveis, automóveis, cosméticos, empréstimos e sobre a folha de pagamentos.
Além disso, informou que não fará mais repasses à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) – o que impactará a conta de luz, que, segundo analistas, pode ter aumento acima de 40% neste ano –, limitou benefícios sociais, como seguro-desemprego e abono salarial, e reduziu gastos de custeio e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Segundo o ministro Joaquim Levy, o governo vai "encontrar recursos ao longo do ano, sem deixar de cumprir a meta fiscal". "Certamente vamos encontrar meios na nossa programação financeira. Sem deixar de cumprir nossa meta, vamos fazer o esforço necessário para permitir esse movimento", declarou ele.
Fonte: g1.globo.com

quinta-feira, 5 de março de 2015

Governo estuda a criação de impostos para taxar doações e heranças

Medida em análise no Ministério da Fazenda seria uma forma, segundo os técnicos, de ampliar a base de tributação e atingir os contribuintes com renda mais elevada, já que a tributação de grandes fortunas defendida pelo PT, é considerada ineficiente.

segue o link da matéria completa:

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Veja como garantir a maior restituição possível do Imposto de Renda 2015

Gastos com educação e saúde, por exemplo, devem ser informados.
Prazo de entrega do IR começará em 2 de março e irá até o dia 30 de abril.


Quem vai declarar o Imposto de Renda e quer garantir que a restituição seja a maior possível deve ficar atento a tudo o que pode ser declarado. 
Para facilitar, é importante que, antes de tudo, o contribuinte organize todos os documentos que comprovem – se for o caso – gastos com educação, previdência, dependentes, saúde, empregada domestica e despesas de livro caixa, no caso de profissionais autônomos.
Com a ajuda de especialistas, o G1 listou dez dicas para o contribuinte prestar atenção antes de preencher e enviar sua declaração. O prazo de entrega do Imposto de Renda começará em 2 de março e se estenderá até o dia 30 de abril. As dicas são de Vanildo Veras, diretor de Inteligência Fiscal da consultoria contábil Datanil, Marcia Ruiz Alcazar, diretora-administrativa da Seteco Consultoria Contábil, e de Richard Domingos, diretor-executivo da Confirp consultoria Contábil.
Modelo (Foto: G1) O primeiro passo é a escolha do modelo de declaração: simples ou completo. Para isso, o contribuinte deve informar todos os seus gastos e deduções e os de seus dependentes. O próprio programa de preenchimento da Receita Federal mostra qual modelo é o mais vantajoso. Se o total for superior a R$15.880,89, a melhor opção será o modelo de declaração completo.
Saúde (Foto: G1) Não há limite de dedução para gastos com saúde, como consultas médicas, tratamentos ou cirurgias. No entanto, o contribuinte deve ficar atento porque nem todo gasto médico é aceito. Ao declarar, é preciso ter certeza de que é possível comprovar todas essas despesas com recibos ou notas fiscais.
"Vale uma atenção especial, pois muitos planos de assistência médica reembolsam parte ou totalidade das despesas com médicos e a maior parte dos declarantes acaba esquecendo de lançar a totalidade das despesas, pois enviam os recibos ou notas fiscais para a operadora e acabam não tendo todos os detalhes para declarar", alerta Veras.
Previdência (Foto: G1)Se o contribuinte tiver um plano de previdência privada PGBL, a Receita permite a dedução de até 12% dos rendimentos tributáveis.
autônomo (Foto: G1)O contribuinte que é autônomo não deve esquecer de informar, além dos seus rendimentos, as despesas inerentes as suas atividades, como aluguel, telefone, água, luz, manutenção, salários de empregados e encargos sociais, por exemplo. O total das despesas lançadas deduzirão a base para calculo do imposto a pagar.
Doação (Foto: G1)A doação pode ser uma forma para aumentar a restituição, mas só para o contribuinte que fez no ano passado e vai entregar, neste ano, o modelo completo de declaração. O limite é de 6% do Imposto de Renda devido e a dedução vale para doações feitas a fundos de direitos da criança e do adolescente e os patrocínios a projetos enquadrados como incentivo a atividades culturais, artísticas e incentivos a atividades audiovisuais.
inss de doméstico (Foto: G1)Se o contribuinte tiver empregada doméstica, é possível lançar os valores pagos ao INSS. O limite neste ano é de R$ 1.152,88. O valor pode ser abatido diretamente do valor do imposto a pagar. Outra dica para quem tem duas empregadas é fazer o registro em nome de cada cônjuge, assim poderá ser abatido o valor em cada declaração.
pai e mãe (Foto: G1)Declarar pai, mãe ou ambos como dependentes permite abater as despesas com assistência médica. No entanto, o contribuinte deve ficar atento ao fato de que os rendimentos deles serão somados em sua declaração e poderá aumentar a sua faixa de tributação. Dessa forma, a dica dos especialistas é que o contribuinte avalie se a soma dos abatimentos é superior ao imposto gerado por conta do acréscimos aos seus rendimentos.
Dentista (Foto: G1)Se o contribuinte ou seus dependentes realizaram tratamento que incluiu a colocação de dentaduras, coroas ou pontes (que são consideradas próteses dentárias), os gastos poderão ser deduzidos em sua declaração, desde que tenha nota fiscal ou recibo, emitidos por dentista ou clínica dentária.
educação (Foto: G1)Se o contribuinte teve gastos relativos a educação no ano passado - sua ou de seus dependentes – deve informar para conseguir um abatimento em sua declaração. Nas despesas com educação (ensino infantil, fundamental, médio, técnico e superior, o que engloba graduação e pós-graduação), o limite individual de dedução é de até R$ 3.375,83 na declaração de IR deste ano.
declaração conjunta (Foto: G1)A declaração em conjunto pode ser interessante quando um dos cônjuges têm imposto a pagar e o outro, valores a deduzir, segundo Vanildo Veras, um dos consultores.
Se o casal optar pela declaração em separado, o benefício com limites de isenção vale para cada declaração. No entanto, é preciso considerar o fato de que, ao declarar em conjunto, a somatória dos rendimentos pode alcançar uma faixa de tributação maior.
"A melhor forma de definir é avaliar estas situações. É possível fazer a simulação da declaração de cada um em separado e depois em conjunto. Desta forma, os resultados poderão ser comparados e o contribuinte escolhe o que for melhor."
Fonte: http://g1.globo.com/

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Professor de Ciências Contábeis conclui mestrado na UFU



Cassius Klay, professor do Curso de Ciências Contábeis da FUCAMP, realizou recentemente a defesa da dissertação de seu mestrado em Contabilidade Financeira: “Relação entre Book-tax Differences e conservadorismo contábil: um estudo das companhias abertas de países da América Latina.”
Segundo o professor, o trabalho foi desenvolvido com o objetivo de identificar a relação entre as Book-Tax Differences e o conservadorismo contábil presente nas demonstrações contábeis, foram investigados os países da América Latina, identificando qual a associação entre as formas de Book-Tax Differences e as formas de conservadorismo condicional e incondicional. A pesquisa foi aplicada avaliando as informações contábeis das companhias abertas listadas na bolsa de valores de países latino-americanos no período de 2004 a 2013.
O trabalho foi orientado pela Profa. Dra. Patrícia de Sousa Costa (UFU) e avaliado pelos Professores Dr. Pablo Rogers (UFU) e Prof. Dr. José Elias Feres de Almeida (UFES).
O curso de Ciências Contábeis da Fucamp Parabeniza o professor pela conclusão do Mestrado!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Professora da FUCAMP conclui mestrado na UFU

A Professora dos Cursos de Ciências Contábeis e Administração, Alessandra Vieira Cunha Marques, concluiu o Mestrado em Contabilidade Financeira na Faculdade de Ciências Contábeis – FACIC/UFU.
A defesa da dissertação “Relevância do Conteúdo Informal das Book-Tax Differences: evidências de países membros da América Latina”, foi realizada no mês de dezembro.
“A pesquisa investiga se os investidores no mercado acionário da América Latina utilizam as Book-Tax Differences nas decisões quanto à previsão de resultados futuros e ao retorno das ações. Para tanto, foram testadas as associações entre os tipos das Book-Tax Differences (total, temporária, permanente, positiva e negativa) com a previsibilidade de rendimentos futuros e com os retornos dos preços das ações das companhias abertas de países da América Latina” Explica Alessandra.
A população objeto desta pesquisa consiste em companhias abertas de países da América Latina, que negociaram ações em Bolsas de Valores no período de 2002 a 2013.
A apresentação do trabalho foi elogiada pela banca composta pela orientadora Professora Doutora Patrícia de Souza Costa (FACIC/UFU); Doutor Pablo Rogers (FAGEN-UFU) e Doutor Sílvio Hirosh Nakao (FEA/USP-RP).
Parabéns Professora Alessandra pela conclusão do Mestrado e pelo Novo título recebido!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Os 10 cursos que mais formam milionários

Engenharia está no topo da lista realizada pela consultoria WealthInsight

Por Luiza Belloni Veronesi  


SÃO PAULO - Escolher um curso para trabalhar com o que ama pode levá-lo ao sucesso e bem-estar, mas se seu objetivo é ganhar dinheiro, o caminho é ter um diploma do curso de Engenharia. Isso porque ela é a graduação que mais forma milionários, segundo pesquisa realizada pela consultoria WealthInsight.
Além de Engenharia, ainda aparecem MBA, Economia, Direito e outros cursos de graduação e pós-graduação na lista que levantou currículo de algumas das pessoas mais ricas do mundo. Confira abaixo a lista completa publicada no site NewStatesman:
1. Engenharia
2. MBA
3. Economia
4. Direito
5. Administração de Empresas
6. Comércio
7. Contabilidade
8. Ciência da Computação
9. Finanças
10. Política
  
 Fonte: http://www.infomoney.com.br/carreira/educacao/noticia/3038749/cursos-que-mais-formam-milionarios
  Os 10 cursos que mais formam milionários - InfoMoney
Veja mais em: http://www.infomoney.com.br/carreira/educacao/noticia/3038749/cursos-que-mais-formam-milionarios
  Os 10 cursos que mais formam milionários - InfoMoney
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